Posts de Ketryn Alves

Leituras: A Garota Dinamarquesa – David Ebershoff

Em 04.04.2017   Arquivado em Música e Livros, Resenhas

Oi, pessoal! Tudo bem?

Hoje vim fazer a resenha de uma leitura que já fiz há um bom tempo. O livro Garota Dinamarquesa foi o primeiro ebook que li no meu Kindle, que comprei no ano passado.

Garota Dinamarquesa Kindle

#pracegover uma mão, à esquerda, segura um kindle da cor preta. Na tela do aparelho, a foto em preto e branco da capa do livro “A Garota Dinamarquesa”. A capa é composta de uma imagem dos rosto de duas mulheres que sorriem levemente. Elas estão com os rostos muito próximos, a que está à esquerda está de perfil e olhando para baixo, a que está à direita olha para frente. Na capa, também pode-se ler o nome do autor, David Ebershoff, centralizado na parte superior da tela, e centralizado na parte inferior lê-se “A Garota Dinamarquesa – O livro que inspirou o filme”.

Confesso que ainda não vi o filme porque fiquei chateada com o fato da protagonista ser interpretada por um homem cisgênero e não por uma mulher trans. Se A Garota Dinamarquesa fala da vida de uma mulher transgênero, por que colocar um homem cis para fazer o papel principal? Pelo que vi na época do lançamento do filme, a justificativa da produção foi o fato de haver cenas de Lili antes da transição, quando ainda vivia como Einar. Sinceramente, achei esse argumento bem fraco considerando que existem pessoas trans que optam por não fazer a cirurgia de redesignação sexual e considerando também o orçamento e estrutura disponível para a produção do filme em questão. Seria completamente possível fazer cenas de antes da transição de Lili com mulheres trans que já passaram por essa etapa, mas enfim, ainda não vi o filme e o assunto desse post hoje é o livro que inspirou o longa-metragem.

O livro é um romance baseado na história real de Lili Elbe, uma das primeiras mulheres trans a passar pela cirurgia de redesignação sexual. Apesar de trazer fatos importantes sobre a vida de Lili, a obra é totalmente fictícia e confesso que, por não estar habituada a ler romances “inspirados” em casos reais, no início fiquei bem confusa sem saber o que retratava a realidade e o que era ficção.

Esse aspecto ficcional fica mais claro na entrevista com o autor, no final do livro, onde ele fala de suas fontes de pesquisa, sua inspiração para escrever a história, e também o motivo de ter mudado o nome original de Gerda Wegener para Greta ao escrever o livro.

A narrativa é ambientada em Copenhague, na Dinamarca, no início dos anos 20. O autor trata o tema de forma delicada, com um vocabulário bem acessível, leitura fácil e bastante descritiva (bastante mesmo).

Lili, cujo nome de registro era Einar Wegener, se identificou com o gênero masculino por boa parte da sua vida. Apesar do livro tratar quase que exclusivamente do processo de transição de Lili e da sua relação com a companheira Greta, a trama aborda também alguns aspectos da vida de Lili quando ainda se designava Einar: sua infância, o grande reconhecimento e sucesso por seu trabalho com pintura e ilustrações de paisagens, e também seu casamento com a artista Greta.

O processo de autodescoberta de Lili começa quando Greta, ao não encontrar uma modelo para terminar um de seus quadros, pede que Lili (que se identificava como Einar na época) vestisse roupas consideradas femininas e posasse para ela. A partir daí, Greta demonstra seu apoio incondicional a Lili no processo de mudanças que viriam a seguir.

Greta é uma mulher incrível! A relação de Greta com Lili é inspiradora, e a cumplicidade entre as duas emociona. Quando se trata de personalidade, Greta e Lili são opostas. Lili é meiga, comedida, tímida, enquanto Greta é viceral, impulsiva, extrovertida… O amor que elas tem uma pela outra é realmente comovente.

Lili, apesar de sua aparência frágil, mostra que é muito forte e corajosa ao passar por uma cirurgia de redesignação de gênero no início do século passado. Inclusive, fica muito claro que todo o processo de transição é muito doloroso para Lili tanto fisica, quanto emocionalmente. Greta também demonstra muita empatia e cuidado apesar da sua impulsividade.

Einar e Lili são tratados como duas pessoas diferentes (e o são, de certa forma), até mesmo pelos personagens da trama. Em alguns momentos, inclusive, Lili passa algumas horas do dia como Einar, e outras como ela mesma. Lili não carrega as lembranças do passado de Einar, assim como Einar não lembra de nada do que acontece com Lili. É como se Lili fosse “tomando conta” do corpo de Einar de forma gradual até ele deixar de existir.

Imagino que essa abordagem tenha sido uma alternativa para demonstrar de forma mais clara os conflitos internos de Lili. De acordo com o autor, era desse jeito que Lili (da vida real) se percebia, e por isso resolveu incorporar à sua personagem a visão que Lili tinha a respeito de si mesma naquela época, e não a visão que teríamos dela nos dias de hoje. Mesmo assim, ainda não tenho certeza se gosto dessa dualidade tão acentuada hehe Entendendo as razões do autor para construir a protagonista dessa forma, mas a sensação que eu tenho é que essa dicotomia passa a impressão de que gênero é uma espécie de interruptor que liga e desliga, sabe? E não é bem assim que as coisas funcionam.

Achei que a narrativa às vezes se torna um pouco cansativa pelo excesso de detalhes, mas gostei da história. Só achei esquisito final porque fiquei com sensação de que o livro acaba do nada. Não sei se por não estar bem habituada com livros digitais acabei não percebendo que a leitura estava chegando ao fim, mas o capítulo acabou e eu fiquei achando que teria mais alguma coisa… haha tive que voltar e ler o final de novo.

Com certeza vale a pena a leitura, e também a pesquisa sobre a vida real e obras de Lili Elbe e Gerda Weneger.

Você já leu A Garota Dinamarquesa? O que achou? me conta nos comentários!

Você não precisa disso

Em 01.11.2016   Arquivado em Pessoal e blá blá blá, Textos
Photo by Averie Woodard/Unsplash.com #pracegover Uma mulher branca aparece parcialmente submersa em uma água branca que se parece com leite, apenas com a cabeça e o ombro esquerdo fora d'água. Ela veste uma blusa de tom claro, com dois tons de azul, e olha para a câmera com expressão contemplativa. Ela é loira, olhos azuis e tem glitter na metade esquerda do rosto.

Photo by Averie Woodard/Unsplash.com
#pracegover Uma mulher branca aparece parcialmente submersa em um líquido branco que se parece com leite, apenas com a cabeça e o ombro esquerdo para fora. Ela veste uma camiseta manga longa de cor clara, com dois tons de azul. Ela olha para a câmera com expressão contemplativa. É loira, olhos azuis e tem glitter na metade esquerda do rosto.

 

A gente não precisa mesmo disso.

Nem de maquiagem.

Nem desses cremes redutores de celulites e estrias.

Nem do maiô pra esconder a barriga na praia.

Nem fingir que não gosta de praia porque o que sente é vergonha das estrias espalhadas pelo corpo.

Nem ter crises de alergia e dor causadas pela depilação. Pêlos não são nojentos, eles fazem parte do nosso corpo. É algo natural.

Também não precisa correr em busca de um corpo perfeito pro verão porque o corpo que temos já é ótimo!

A gente não precisa de rímel, batom e blush pra tirar uma foto ou sair de casa.

Não precisa ficar com “carinha de saúde” deixando a bochecha rosada artificialmente.

Nem fazer a sobrancelha pra “desenhar o rosto”.

Sim, tem quem goste de tudo isso. Eu gosto muito de maquiagem, inclusive.

E ok, eu acredito que o “gostar” também é algo construído socialmente, mas isso é assunto pra outro post.

A questão é: não precisamos dessas coisas todas pra ser quem somos.

Repete comigo: a gente não precisa disso.

Eu não me sinto mais culpada por não ter paciência de usar maquiagem todos os dias, nem me sinto mal quando tiro uma selfie e a foto evidencia as minha olheiras de final de semestre, ou que meu rosto tem espinhas.

Você é maravilhosa exatamente do jeito que é! E eu não estou falando “linda”, porque o que eu estou querendo dizer é, justamente, que o padrão de beleza não importa. O “ser linda” é muito relativo, e também muito menos importante agora, porque, acredita em mim: VOCÊ É MARAVILHOSA! E forte! E só por conseguir se aceitar todo dia um pouquinho mais, você é incrível! Ou mesmo se não conseguir se aceitar ainda… tudo bem, você tá tentando.

Porque não é fácil viver numa sociedade gordofóbica, machista, racista, homo/transfóbica e elitista. É difícil e dolorido demais aceitar e entender que não precisamos de um monte de coisas quando a sociedade diz o contrário. É complicado aprender que não precisamos ser magras com a pele sem imperfeições e rosto simétrico, quando aprendemos durante toda a vida que bonito mesmo é ser loirinha de cabelo liso e olho claro, pele bronzeada mas ainda branca, cinturinha fina e manequim 36. Dói e é difícil pra caramba desconstruir esses padrões, mas também é libertador. Porque a verdade é que, pra esse mundo cheio de preconceitos e ideais inalcançáveis, nunca seremos boas o suficiente.

É por isso que eu digo: Migas, vocês são FANTÁSTICAS! Formidáveis, magníficas, notáveis, sensacionais e extraordinárias sendo assim, singulares. Ser mulher nessa sociedade que a gente vive já é revolucionário por si só. Vocês são incríveis.

Eu não sou o meu cabelo

Em 15.08.2016   Arquivado em Cabelos, Pessoal e blá blá blá, Textos

cabelinho

Eu não sou o meu cabelo.
Apesar dele dizer muito sobre quem eu sou, eu não sou só o meu cabelo.

Meu cabelo lilás poderia dizer muito sobre a minha cor preferida, ou sobre como eu aprendi a abstrair completamente dos olhares das pessoas na rua. Diariamente ele me forçava a me importar menos com o que pensavam de mim, porque todos os dias uma pessoa desconhecida dispararia em minha direção um olhar de julgamento.

Meu cabelo curto pode dizer muito a respeito do meu completo desapego dos fios que crescem na minha cabeça, e ele diariamente me faz tentar desconstruir padrões de gênero ou pressões estéticas: “cabelo assim curtinho é cabelo de menina?”. É. Cabelo de menina é como ela quiser. Roupa de menina é o que ela quiser usar. Corpo perfeito é exatamente o corpo que você tem agora: aquele que cumpre perfeitamente a função de ser a sua casa enquanto seu coração estiver batendo. E também não tem problema nenhum se você quiser decorar a sua casa da forma que achar melhor.

Julgamentos precipitados ou preconceituosos acontecem o tempo todo com qualquer coisa que fuja do que é considerado “socialmente aceitável”. Tatuagens, cortes de cabelo diferentes, roupas que fogem do padrão, alargadores e piercings… Eles dizem muito a respeito do que você é, do que gosta, mas eles por si sós não te definem.

Porque desisti do cabelo colorido? Acho que foi um misto de desapego e cansaço… Lógico, um cabelo colorido gera gastos, exige cuidados e uma rotina que a longo prazo pode se tornar bastante cansativa, então por muito tempo eu pensei que esse tinha sido o único motivo que me fez voltar ao cabelo natural, mas não. Eu percebi que a principal razão foi um processo de desapego que tem se manifestado aos poucos.

A nossa essência raramente muda. Usamos de artifícios para externalizar o que sentimos e demonstrar o que somos ou queremos ser, mas se você tirar toda a maquiagem, cor ou comprimento de cabelo, roupas descoladas, tatuagens, piercings, as coisas materiais que você possui, o que sobra? Você. Só você. Você continua sendo você, não importando o que carrega no corpo ou no bolso.

Se um dia eu vou voltar a dar cor aos meus cabelinhos? Sim, provavelmente, mas agora eu acho que estou num processo de me aceitar com menos artifícios e mais essência descomplicada.

Acho que a vida, em geral, é bem simples… a gente é que complica.

“Seja menos curioso sobre as pessoas e mais curioso sobre as ideias.” (Marie Curie)

Antes feito do que perfeito

Em 21.07.2016   Arquivado em Pessoal e blá blá blá, Textos
Photo credit: adoephoto via VisualHunt.com / CC BY-NC-ND

Photo credit: adoephoto via VisualHunt.com / CC BY-NC-ND

Olá, pessoas!

Eu já falei milhares de vezes aqui que tenho dificuldade de colocar as coisas em prática, né? Queria aproveitar as férias curtinhas de julho pra fazer umas mudanças no blog (como vocês podem ver, agora o blog chama só Maruja, apesar de eu continuar sendo marota haha), aí comecei a pirar que devia mudar o layout, aí já começou a dar preguiça de mexer em todo o código e no fim eu vi que isso ia se tornar uma gigantesca bola de neve e resolvi continuar com o layout atual mesmo, fazendo só algumas modificações.

Aí esses dias eu li um texto que me deu um estalo: Eu planejo demais e e por isso não faço nada! Isso tem que mudar! Então agora estou tentando deixar de ser louca e adotar a filosofia do “Feito é melhor que perfeito” e ir fazendo as coisas do jeito que dá e que eu consigo. Eu fico meio frustrada com isso? Sim, com certeza, mas acho que a gente tem que começar de algum lugar, né?

É isso. Só queria compartilhar que aos poucos as mudanças vão acontecer. Por enquanto mudei o título, mais tarde o domínio vai mudar também, pra maruja.blog.br, e uma novidade é: de tanto algumas pessoinhas amadas pedirem, resolvi tentar gravar um vídeo o/ Me aguardem…

Perdoa minha falta de talento pra ser blogueira e não desiste de mim <3

Um beijão, e obrigada pela paciência

Música de calmaria para tempos de caos

Em 15.05.2016   Arquivado em Dicas, Música e Livros

Eu sei que eu sempre prometo voltar a postar e ser uma blogueira de verdade, mas eu não consigo. Então, gente, perdoa essa minha falta de foco e organização e não desiste de mim, tá?<3

Mas agora vamos falar de coisa boa! Vamos falar da nova tekpix de música! Resolvi passar aqui para compartilhar algumas bandinhas que tenho ouvido ultimamente, músicas que ouço nos dias mais corridos, quando preciso desacelerar a mente e abstrair um pouco. Bandas como Daughter, Of Monster and Man, Yael Naim, The XX e outros…

Vocês vão notar que tem muito mais indie-folk-pseudo-eletronico-sei-la do que ~róquemrôu~ porque eu sou bem de fases mesmo… e relativamente eclética também rs

Resolvi criar um playlist no spotify, aliás, quem quiser me seguir lá, meu perfil é o ketrynalves :) Assim, caso você goste das músicas que escolhi e precise dessa vibe tranquilinha nesses tempos loucos que temos vivido ultimamente, é só seguir <3

Aqui a playlist:

Espero que tenham gostado <3

Beijão!

Cérebro de Pipoca: Resumão de janeiro a março

Em 05.04.2016   Arquivado em Cérebro de Pipoca, Youtube

Oi, pessoal!  Tudo bem?

Nesse tempo sem muitas ideias de como voltar definitivamente para a blogosfera e do que postar aqui no Maruja, as atualizações foram mais frequentes lá no Cérebro de Pipoca, meu canal com um amigo de muuuito tempo. Futuramente ainda pretendo fazer um canal aqui pro blog, talvez falando do básico de edição de vídeo em premiere para quem tem vlog, falando um pouco de como é trabalhar com edição de vídeo, ou do meu curso de Design/Animação na UFSC. E enquanto o Maruja não vira audiovisual, vocês podem aproveitar para rir da minha carinha de concha lá no Cérebro de Pipoca mesmo.

Bom, como a proposta do CdP, inicialmente, é de postagens semanais e eu ainda não consegui manter um ritmo de postagem aqui no meu bloguinho, achei melhor deixar acumular vários vídeos do canal para depois falar deles. Isso porque o Maruja Marota e o Cérebro de Pipoca são projetos relativamente diferentes e eu não queria floodar o Maruja só com postagens sobre o Cérebro de Pipoca. Não sei se me fiz entender, mas espero que sim.

CHEGA DE ENROLAÇÃO, MENINA KETRYN! Bora lá ver o que eu e Marccelo andamos aprontando nos ultimos tempos?

Janeiro

Janeiro foi o  mês em que resolvemos começar a levar o CdP a sério mesmo, quando postamos nosso segundo vídeo, depois de um intervalo de quase quatro meses desde o lançamento do primeiro vídeo do canal (que é o “11 anos de amizade, agulhas dançantes e portas de vidro” aka TAG do melhor amigo).

Esse segundo vídeo foi o “Daltonismo, encontrar Jesus e Fotofobia“. Eu falei dele aqui no blog inclusive, e nesse video falamos do daltonismo do Marccelo, explicando qual o tipo de daltonismo dele e contando algumas histórias curiosas que ele já viveu por ter essa limitação na visão.

Fevereiro

Fevereiro foi o mês mais ativo do Cérebro de Pipoca até agora. Falamos das “ameaças” sem sentido que adultos fazem na nossa infância (“se apontar pra lua nasce uma verruga no seu dedo” e etc), demos 5 dicas marotas pra ninguém agir que nem um babaca no carnaval (e nisso estamos falando principalmente de homens, brancos, héteros, cisgêneros que se acham donos dos corpos das mulheres), fomos saudosistas falando da internet dos anos 2000 e perdemos a vergonha lançando nosso primeiro desafio (em que eu aprendi a falar a lingua do Chewbacca rs).

Março

O Mês de março  acabou sendo meio parado por dois motivos: primeiro porque eu fui viajar para Porto Alegre em fevereiro e só voltei na metade de março (então, sim, alguns dos vídeos de fevereiro foram gravados antes da viagem), e segundo porque as minhas aulas voltaram e aí os horários meus e do Marccelo começaram a ficar complicados. O único vídeo que postamos em março, e que é o mais recente até agora, foi um desafio na vibe Passa ou Repassa com os meninos do canal Eu Estou Entediado, aqui de Florianópolis também.

Bom, é isso. Acho que a maioria das pessoas que acompanha o Maruja acaba não acompanhando muito o Cérebro de Pipoca, até por ser outra proposta, e por isso resolvi fazer só um resumão mesmo. 😉

Vocês tem algum canal no youtube também? O que acharam dos nossos vídeos?
Beijo

Amor romântico mata mulheres

Em 07.03.2016   Arquivado em Textos

Sim, é isso mesmo que você leu. O ideal romântico de amor mata, todos os dias, milhares de mulheres.

Encontrei um texto falando da relação da violência de gênero e o amor romântico e resolvi falar disso aqui no blog.

Eu não sei de quem é essa imagem. Se você souber, por favor, me avise nos comentários para eu poder dar os devidos créditos <3

Eu não sei de quem é essa imagem. Se você souber, por favor, me avise nos comentários para eu poder dar os devidos créditos <3

Amanhã é Dia Internacional na Mulher e, desde que me reconheci como feminista, este dia se tornou muito mais pesado e dolorido do que era quando aprendi seu significado. O Dia Internacional da Mulher marca o dia em que mulheres foram mortas por lutar por salários mais dignos dezenas de anos atrás, e nos dias atuais me lembra também de todas as mulheres que foram mortas pelos próprios parceiros, de todas as mulheres que sofrem em relacionamentos abusivos em nome do “amor”.

O amor romântico é ensinado às mulheres desde o momento em que nascem, seja com a espera pelo príncipe encantado, com a falácia do amor eterno ou com a ideia de que é normal sofrer “por amor”. É esse ideal romântico que nos faz naturalizar violência de gênero, achar ciúme algo saudável, confundir posse com cuidado.

O amor romântico nos ensina naturalizar abuso, porque nos diz que é ok sofrer, ser machucada e humilhada se for pelo “amor verdadeiro”. O amor romântico nos ensina a naturalizar pedofilia porque “amor não tem idade”. O amor romântico nos incentiva a permanecer em relacionamentos nocivos, porque só existe UM amor verdadeiro. O amor romântico nos ensina que existe um príncipe encantado, e que se você o encontra deve permanecer com ele para sempre mesmo que ele se mostre um monstro, porque ele é o “amor da sua vida”. O amor romântico nos diz que é impossível ser feliz sozinha e que ciúme é sinônimo de amor e cuidado. Mas não é.

Ciúme não é cuidado, é sentimento de posse. Pessoas não são coisas, você não pode ter alguém pra si, pode apenas estar com alguém.

É possível ser feliz sozinha SIM, até porque, o único amor verdadeiro é o amor próprio. O romantismo no ensina que precisamos de alguém para sermos completos, mas é mentira. Você não é alguém pela metade! Você é uma pessoa completa e ter alguém do seu lado pode, sim, te trazer alegrias, mas você é completamente capaz de ser feliz na solidão.

O amor romântico incentiva mulheres a atropelarem seu amor próprio enquanto o parceiro abusador pisa na sua auto-estima, mas, acreditem em mim: isso não é amor.

O ideal romântico te encoraja a permanecer do lado de uma pessoa que não te respeita, que mente pra você, que muitas vezes te agride fisicamente, que te trata como lixo. O amor romântico, que é ensinado cansativamente a todas as mulheres, faz com que elas tenham esperança de que a pessoa que as agride vá mudar, porque só existe um amor verdadeiro. Acontece que isso não é verdade! Existem bilhões de seres humanos na face da Terra, é impossível que exista apenas uma pessoa capaz de te fazer feliz em todo o univerno.
O Dia Internacional da Mulher me faz lembrar dos relacionamentos abusivos que já tive, e também me lembra o quanto comportamentos abusivos são recorrentes em relacionamentos amorosos. Mas a gente precisa mudar isso!

E, como fala o texto que mencionei no começo desse post:

“Temos que aprender a romper com os mitos, a nos livrar de imposições de gênero, a dialogar, a desfrutar das pessoas que nos acompanham pelo caminho, a nos unir e nos separar com liberdade, a tratarmos com respeito e ternura, a assimilar as perdas, a construir relações bonitas. Temos que romper com os ciclos de dor que herdamos e reproduzimos inconscientemente, e temos que libertar as mulheres (…) do peso das hierarquias, da tirania dos papéis e da violência. “
Por um mundo com mais amor, menos romantismo e menos naturalização de violência.
Não vou desejar um feliz Dia Internacional da Mulher, porque não é um dia feliz, mas que continue sendo um dia de luta! Força!
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Cérebro de Pipoca: vida de daltônico

Em 26.01.2016   Arquivado em Cérebro de Pipoca, Dicas, Pessoal e blá blá blá, Youtube

OIE, GENTE LINDA!

Aqui estou eu, tomando vergonha nessa minha carinha, e reaparecendo depois de meses sem postar. Eu não sei o que acontece comigo, tenho probleminhas com frequência de postagem, mas quero que vocês saibam QUE ESSE ANO VAI SER DIFERENTE. Ano passado eu defini várias metas, consegui cumprir boa parte delas, mas acabei falhando miseravelmente na principal, que era postar com mais frequência.

Bom, 2016 aqui no blog está começando com quase um mês de atraso, mas antes tarde do que nunca, não é mesmo?

Eu e menino Marccelo resolvemos voltar com nosso queridinho Cérebro de Pipoca, pretendemos postar vídeos com mais frequência (porque uma vez a cada 3 meses não rola, né?) e o tema da vez foi: Daltonismo. Nesse vídeo serelepe tem: eu sendo perdida como sempre, tem as peripécias de alguém que não enxerga cores quentes, tem as tia confundindo “daltônico” com “satânico” e por aí vai HIAUHAUAI

Espero que vocês gostem <3

beijoca

semana que vem eu tô de volta <3

Look do dia: Oktoberfest Blumenau 2015

Em 31.10.2015   Arquivado em Looks

EIN PROSIT!

Fui pra oktoberfest de Blumenau esse ano de novo! o/ Já fui em quatro edições da festa (2010, 2013, 2014 e 2015), mas as três últimas foram as mais legais e especiais pra mim por dois motivos: Primeiro porque foi a partir de 2012 que eu comecei a gostar mais de cerveja, então só comecei a aproveitar realmente as cervejas artesanais da festa quando fui em 2013. Segundo porque de 2013 pra cá tenho ido sempre com o Romeu, meu namorado ˆˆ Gostamos muito de cerveja e qualquer coisa que envolva conhecer cervejarias ou experimentar cervejas novas gera bastante expectativa.

Pra vocês terem noção, em 3 anos de namoro fomos a três edições da Oktoberfest e uma edição do Festival Nacional da Cerveja, isso sem contar as viagens fora de época para Blumenau e visitas a cervejarias ou bares/pubs que investem em cervejas e chopps artesanais. Também temos o hábito de, sempre que visitamos uma cidade nova, experimentar cervejas da região em que estamos.

Enfim, sabiam que a Oktoberfest de Blumenau é a segunda maior festa de cultura germânica do mundo? Só perde, obviamente, pra Oktober de Munique.

Esse ano fomos pra Blumenau no último sábado da festa, dia 24 de outubro. Eu queria ter tirado fotinhos da Vila Germânica (porque ela é muito lindinha), mas não consegui por causa do mau tempo :( O dia estava meio chuvoso e a iluminação dos pavilhões não ajudou muito também, por isso acabamos tirando poucas fotos (tanto do look quanto da festa).

 

Oktoberfest Blumenau Palco

Reparem no tamanho do menino que tocava com a banda! <3

Oktoberfest Blumenau

Romeu pensando na vida (ou tentando se decidir entre um chopp Weiss da Das Bier ou um Vienna da Bierland)

Oktoberfest Blumenau

Eisenbahn foi a cerveja oficial da Oktober esse ano. :D

Chegamos à Vila Germânica antes do meio dia para aproveitar a festa no período da tarde, porque é mais tranquilo, sem muita muvuca.Ficamos a maior parte do tempo no mesmo pavilhão (acho que era o 2, não lembro), mudando para um ou outro dependendo da cerveja que queríamos pegar. Deu pra aproveitar bem, dançar bastante e etc. A Vila Germânica tem 4 pavilhões/setores, com um palco em cada um, por onde passam bandas de música típica alemã. A Oktoberfes dura 17 dias e em cada palco se apresentam, em média, 8 bandas por dia de festa.

Nas outras edições da Oktober que fui, a cerveja oficial era a Brahma. Pra mim nunca fez diferença porque as cervejarias tradicionais da região sempre tinham seus estandes e eu não ia pra Oktober beber Brahma hiuahaui Mas acredito que, além te ser o nome visível em todos os lugares e de ser a cerveja dos camarotes, a cervejaria oficial também seja a responsável pela decoração dos setores.

Quem ganhou a licitação atual foi a Eisenbahn, cervejaria Blumenauense que atualmente faz parte do Grupo Schin. A decoração estava linda! Muito diferente da que eu via nos anos anteriores (apenas fitinhas coloridas espalhadas pelo teto dos pavilhões), em 2015 as fitinhas coloridas foram substituidas por fitas de cor neutra, guirlandas ENORMES foram adicionadas no teto, além de todas as paredes serem plotadas. Também se podia ver (e tocar, e subir, e tirar fotos…) vários “apetrechos” que aproximavam o público do universo cervejeiro, um deles é o trem de uma das fotos desse post.

O fato da Eisenbahn ser a cerveja oficial também fez com fossem adicionados mais 3 chopps à lista do que era oferecido nos estantes da cervejaria em outras edições da Oktoberfest. Além dos chopps tipo Pilsen, Weiss, Pale Ale e Dunkel, também foram disponibilizadas edições especiais ou comemorativas: Strong Golden Ale, Oktoberfest e No. 5 (que foi criada quando a Einsenbahn completou 5 anos).

As cervejarias tinham de 4 a 7 tipos de chopp disponíveis em seus estandes, totalizando 33 tipos de chopps artesanais. As cervejarias que fizeram parte da Oktoberfest 2015 foram as veteranas Eisenbahn, Bierland, Wunder Bier e Das Bier, além da novata Container (única cervejaria de padrão inglês numa festa de cultura germânica) e a Baden Baden, que é veterana no universo cervejeiro mas participou da oktober pela primeira vez. Acredito que a Baden Baden tenha vindo por fazer parte do Grupo Schin, assim como a Eisenbahn.

Bom, fora isso a Vila Germânica tem praça de alimentação com um monte de comidas típicas alemãs, lojinhas onde você pode comprar lembrancinhas, roupas, tiaras, chapéus, canecos e etc. Durante a festa também acontecem apresentações de grupos folclóricos, desfiles e competições como a do chopp em metro.

Oktoberfest Blumenau

Trenzinho da Alegria da Einsenbahn HIUAHAUI

Oktober

Escolhi um vestido fresquinho de alças, porque apesar do tempo meio chove-não-chove, Blumenau é uma cidade bem quente/abafada nessa época do ano. A meia-calça e o coturno são porque eu sou friorenta e não queria correr o risco de passar frio caso começasse a chover demais e porque eu não tiro mais esse coturno da Vilela Boots do pé haha Também levei um cardigan fininho na bolsa, mas acabei usando só quando estávamos indo embora (porque começou a chover e esfriou um pouco). Ah! e  também levei meu caneco de 1L que não podia faltar, né? hiauhauia

Oktober

Oktober

Ein Prosit! Ein Prosit, der Gemütlichkeit!

PS: “Ein Prosit” é o mesmo que o nosso “tim-tim”. Acho que a tradução da legenda da foto acima seria algo como “Um brinde! Um brinde ao bem estar”

E aí? o que acharam?

Beijo

“Pare de se sabotar”, disse o passado

Em 20.10.2015   Arquivado em Pessoal e blá blá blá, Textos
Tem duas coisas que eu nunca devia ter parado na minha vida: dança do ventre e artes marciais.
Achei a única foto que tenho da época em que fazia karatê e fiquei pensando que, se eu não tivesse parado, hoje provavelmente seria faixa preta e estaria completando 8 anos de luta. Oito anos. 
No meu exame de faixa, quando passei da faixa branca para a amarela ^^

No meu exame de faixa, quando passei da faixa branca para a amarela ^^

E a dança? Bom, não tenho nenhuma foto daquela época, mas acredito que já saberia dançar decentemente porque em 5 anos daria para aprender a fazer o “8” com o quadril bem de boa haha
Eu ficava esperando ter dinheiro, depois esperava ter tempo, mas no fim a gente nunca tem os dois e, mesmo quando tem, arranja qualquer desculpa para continuar adiando mesmo assim. Acho que acreditamos pouco em nós mesmos na maior parte do tempo.
Eu não sei vocês, mas eu me saboto o tempo inteiro: para desenhar, para pintar, para voltar a fazer artes marciais, dançar, escrever para esse blog. Eu nunca sou boa o bastante, sempre acho que não mereço investir em mim mesma porque “ah, deixa pra lá… nunca vou evoluir muito mesmo. sou um fracasso”. E isso é ruim, faz mal. Aturo-sabotagem nos impede de crescer.
Hoje eu me dei conta que se eu tive coragem de abrir mão de um curso de jornalismo quase o fim para seguir o que acreditava, tinha que parar de sentir pena de mim mesma. Hoje eu escrevi um email para a Ketryn do futuro e daqui cinco anos ele vai aparecer na minha caixa de entrada para que eu não esqueça do que percebi hoje:
“Eu não como você está e por onde anda, e o máximo que eu posso tentar prever é que talvez já você esteja formada e com a coleção de garrafas de cerveja um pouco maior. É estranho, mas eu queria te pedir só uma coisa: Nunca duvide que você é capaz de qualquer coisa que quiser, tá? É sério! Acredita em ti. Se parou de desenhar ou pintar, volta! Se tem vontade de correr uma maratona, se prepara pra isso e vai! Só não deixa a vida passar sem você fazer as coisas que tem vontade. Não tentar dói mais do que fracassar na tentativa. Seja menos cruel consigo mesma e não deixa bad vibe tomar conta. As coisas na vida real nunca são tão ruins quanto na tua cabeça e eu sei que tu sabes disso. Ah! E o mais importante: Seja a adulta que daria orgulho à criança que você foi um dia.”
be what you want to be
Em tempo: Se você quiser que o seu eu do futuro se lembre de alguma coisa também, pode usar o futureme.org para mandar um email, como eu fiz^^
Não costumo fazer posts tão pessoais, mas enfim… que conselho o seu eu do passado daria para seu eu do futuro? Me conteeem!
Beijo
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