Leituras: A Garota Dinamarquesa – David Ebershoff

Em 04.04.2017   Arquivado em Música e Livros, Resenhas

Oi, pessoal! Tudo bem?

Hoje vim fazer a resenha de uma leitura que já fiz há um bom tempo. O livro Garota Dinamarquesa foi o primeiro ebook que li no meu Kindle, que comprei no ano passado.

Garota Dinamarquesa Kindle

#pracegover uma mão, à esquerda, segura um kindle da cor preta. Na tela do aparelho, a foto em preto e branco da capa do livro “A Garota Dinamarquesa”. A capa é composta de uma imagem dos rosto de duas mulheres que sorriem levemente. Elas estão com os rostos muito próximos, a que está à esquerda está de perfil e olhando para baixo, a que está à direita olha para frente. Na capa, também pode-se ler o nome do autor, David Ebershoff, centralizado na parte superior da tela, e centralizado na parte inferior lê-se “A Garota Dinamarquesa – O livro que inspirou o filme”.

Confesso que ainda não vi o filme porque fiquei chateada com o fato da protagonista ser interpretada por um homem cisgênero e não por uma mulher trans. Se A Garota Dinamarquesa fala da vida de uma mulher transgênero, por que colocar um homem cis para fazer o papel principal? Pelo que vi na época do lançamento do filme, a justificativa da produção foi o fato de haver cenas de Lili antes da transição, quando ainda vivia como Einar. Sinceramente, achei esse argumento bem fraco considerando que existem pessoas trans que optam por não fazer a cirurgia de redesignação sexual e considerando também o orçamento e estrutura disponível para a produção do filme em questão. Seria completamente possível fazer cenas de antes da transição de Lili com mulheres trans que já passaram por essa etapa, mas enfim, ainda não vi o filme e o assunto desse post hoje é o livro que inspirou o longa-metragem.

O livro é um romance baseado na história real de Lili Elbe, uma das primeiras mulheres trans a passar pela cirurgia de redesignação sexual. Apesar de trazer fatos importantes sobre a vida de Lili, a obra é totalmente fictícia e confesso que, por não estar habituada a ler romances “inspirados” em casos reais, no início fiquei bem confusa sem saber o que retratava a realidade e o que era ficção.

Esse aspecto ficcional fica mais claro na entrevista com o autor, no final do livro, onde ele fala de suas fontes de pesquisa, sua inspiração para escrever a história, e também o motivo de ter mudado o nome original de Gerda Wegener para Greta ao escrever o livro.

A narrativa é ambientada em Copenhague, na Dinamarca, no início dos anos 20. O autor trata o tema de forma delicada, com um vocabulário bem acessível, leitura fácil e bastante descritiva (bastante mesmo).

Lili, cujo nome de registro era Einar Wegener, se identificou com o gênero masculino por boa parte da sua vida. Apesar do livro tratar quase que exclusivamente do processo de transição de Lili e da sua relação com a companheira Greta, a trama aborda também alguns aspectos da vida de Lili quando ainda se designava Einar: sua infância, o grande reconhecimento e sucesso por seu trabalho com pintura e ilustrações de paisagens, e também seu casamento com a artista Greta.

O processo de autodescoberta de Lili começa quando Greta, ao não encontrar uma modelo para terminar um de seus quadros, pede que Lili (que se identificava como Einar na época) vestisse roupas consideradas femininas e posasse para ela. A partir daí, Greta demonstra seu apoio incondicional a Lili no processo de mudanças que viriam a seguir.

Greta é uma mulher incrível! A relação de Greta com Lili é inspiradora, e a cumplicidade entre as duas emociona. Quando se trata de personalidade, Greta e Lili são opostas. Lili é meiga, comedida, tímida, enquanto Greta é viceral, impulsiva, extrovertida… O amor que elas tem uma pela outra é realmente comovente.

Lili, apesar de sua aparência frágil, mostra que é muito forte e corajosa ao passar por uma cirurgia de redesignação de gênero no início do século passado. Inclusive, fica muito claro que todo o processo de transição é muito doloroso para Lili tanto fisica, quanto emocionalmente. Greta também demonstra muita empatia e cuidado apesar da sua impulsividade.

Einar e Lili são tratados como duas pessoas diferentes (e o são, de certa forma), até mesmo pelos personagens da trama. Em alguns momentos, inclusive, Lili passa algumas horas do dia como Einar, e outras como ela mesma. Lili não carrega as lembranças do passado de Einar, assim como Einar não lembra de nada do que acontece com Lili. É como se Lili fosse “tomando conta” do corpo de Einar de forma gradual até ele deixar de existir.

Imagino que essa abordagem tenha sido uma alternativa para demonstrar de forma mais clara os conflitos internos de Lili. De acordo com o autor, era desse jeito que Lili (da vida real) se percebia, e por isso resolveu incorporar à sua personagem a visão que Lili tinha a respeito de si mesma naquela época, e não a visão que teríamos dela nos dias de hoje. Mesmo assim, ainda não tenho certeza se gosto dessa dualidade tão acentuada hehe Entendendo as razões do autor para construir a protagonista dessa forma, mas a sensação que eu tenho é que essa dicotomia passa a impressão de que gênero é uma espécie de interruptor que liga e desliga, sabe? E não é bem assim que as coisas funcionam.

Achei que a narrativa às vezes se torna um pouco cansativa pelo excesso de detalhes, mas gostei da história. Só achei esquisito final porque fiquei com sensação de que o livro acaba do nada. Não sei se por não estar bem habituada com livros digitais acabei não percebendo que a leitura estava chegando ao fim, mas o capítulo acabou e eu fiquei achando que teria mais alguma coisa… haha tive que voltar e ler o final de novo.

Com certeza vale a pena a leitura, e também a pesquisa sobre a vida real e obras de Lili Elbe e Gerda Weneger.

Você já leu A Garota Dinamarquesa? O que achou? me conta nos comentários!

Não tem problema ser baleia 🐳

Em 06.02.2017   Arquivado em Textos
Photo by: Thomas Kelley via unsplash.com #pracegover No centro da tela está uma baleia jubarte com cabeça e boa parte do corpo fora da água. Ela se joga de costas na direção direita, com nadadeiras esticadas para a esquerda. O céu está claro e o mar está azul e calmo.

Photo by: Thomas Kelley via unsplash.com
#pracegover No centro da tela está uma baleia jubarte com cabeça e boa parte do corpo fora da água. Ela se joga de costas na direção direita, com nadadeiras esticadas para a esquerda. O céu está claro e o mar está azul e calmo.

Não, você não leu errado, não tem problema nenhum em ser baleia. Assim como não tem problema ser elefante, hipopótamo, rinoceronte, não tem nada de errado em ser grande e forte.

Quando você é uma criança ou adolescente gordo, você costuma escutar de coleguinhas não muito queridos que você é algum desses mamíferos. Você é gordo, já sofre horrores por se sentir diferente das outras pessoas, por ter dificuldade de comprar roupas, ter medo de sentar em cadeiras de plástico, não conseguir sentar direito na poltrona do cinema, ter medo de não conseguir passar na catraca do ônibus, ir ao médico com uma dor no joelho porque adivinha? Você está crescendo! E o médico falar que o problema é o fato de que você é gordo e precisa emagrecer! Como se tudo isso não bastasse, esse peso extra ainda incomoda e causa desconforto nos teus colegas de classe.

Eu não sei ao certo porque isso acontece, provavelmente porque somos bombardeados com notícias e informações que estão o tempo todo dizendo o quanto é errado, feio e doente ser gordo. Mas isso não é verdade! Você pode pesar quantos quilos quiser porque só você tem direito de ser fiscal da tua vida. Você resolveu emagrecer por que achou que seria bom pra você? Isso é ótimo! Você resolveu continuar gorda porque está muito bem assim? Isso também é ótimo! Você é seu guia, só você pode fazer tuas escolhas. Você não tem que se encolher porque a sociedade não consegue compreender e respeitar a existência de pessoas gordas, nós precisamos fazer barulho, e a sociedade vai ter que se adequar.

Eu aposto que você é uma pessoa linda por inteiro, por dentro, por fora, do avesso, e ninguém tem o direito de medir o teu valor por quantos quilos você pesa. Não existe essa de “você tem um rosto lindo, mas se emagrecesse 10kg ficaria perfeita”, você é perfeita como você é, e se alguém falar o contrário pode ter certeza que essa pessoa não merece falar contigo nem com seu anjo. hahaha

Ser magro ou gordo não diminui quem você é. Não existe valor moral, financeiro em ser magro ou gordo, não existe valor nenhum. Nada disso te torna certo ou errado, te torna apenas humano, com características que formam quem você é, assim como ser baixo, alto, loiro, moreno. Você está apenas existindo, e ninguém tem direito de tornar tua existência ainda mais difícil.

É exatamente por esse motivo que eu escolhi ser uma baleia: baleias são mamíferos incríveis, enormes e pesados que chamam atenção por onde passam, que causam medo, espanto, mas também causam encantamento e amor, possuem um canto incrível e são seres maravilhosos. Não existe uma forma de passar despercebida sendo baleia, não existe uma forma de se sentir pequeno e inferior porque você é linda, graciosa e ainda é o maior mamífero do planeta! E é por isso que hoje eu sou uma baleia.

E você? O que gostaria de ser?

Tatuagem e foto por: Luciano Tattoo #pracegover uma tatuagem de baleia jubarte feita em pontilhismo preto e cinza.

Tatuagem e foto por: Luciano Tattoo
#pracegover uma tatuagem de baleia jubarte feita em pontilhismo preto e cinza.

*Por esse motivo tenho uma tatuagem de baleia no braço (foto acima)

**Se alguém também tiver tatuagem de baleia me manda, vou amar receber! ♥

Adivinha quem chegou

Em 23.11.2016   Arquivado em Looks, Pessoal e blá blá blá, Textos
(Primeiro lookinho no blog)

(Primeiro lookinho no blog)

Oi, gente!

Eu sou a nova colaboradora e coautora do maruja! Meu nome é Rebecca, sou do Distrito Federal, tenho ~quase~ 22 anos (dezembro já ta aí). Sou estudante de comunicação social e, em um passado não tão distante assim, fui estudante de psicologia. Já tive o cabelo de todas as cores do arco-íris, mas hoje prefiro cuidar pra ele crescer e ficar fortinho. Entre outros aspectos que espero falar em postagens futuras, tenho alguns piercings, alargador e 14 tatuagens.

Costumo ler de Dostoievski a Meg Cabot, mas o que eu gosto mesmo é de distopias: 1984, Admirável mundo novo, jogos vorazes… sem preconceitos, clássicos e modernos possuem um lugar especial na minha prateleira e é por esse motivo que uma das minhas colaborações pro blog serão resenhas de livros. Vou me esforçar pra não dar spoiler e dar notinhas de acordo com o que achei dos livros.

Gosto de desenhar, pintar, costurar, customizar e quando meu tempo permite estou sempre inventando projetos e ideias mirabolantes que passam pela minha cabecinha de vento. Espero colaborar com ideias de DIY para vocês.

Também gosto de moda e acredito que deveria ser acessível para todos que se interessam por ela. Sou plus size e, por isso, estou sempre em busca de adaptações e lojinhas acessíveis que produzam roupas para mulheres grandes como eu, pretendo postar meus looks do dia pelo menos uma vez por semana também!

Por último, sou feminista, militante body positive e sempre que houver oportunidade quero escrever sobre. Espero que vocês curtam minha participação e espero estar trazendo novidades e conteúdos que interessem vocês.

Caso vocês queiram falar comigo, entrem em contato através da pagina do blog ou pela minha pagina pessoal do facebook.

 

Você não precisa disso

Em 01.11.2016   Arquivado em Pessoal e blá blá blá, Textos
Photo by Averie Woodard/Unsplash.com #pracegover Uma mulher branca aparece parcialmente submersa em uma água branca que se parece com leite, apenas com a cabeça e o ombro esquerdo fora d'água. Ela veste uma blusa de tom claro, com dois tons de azul, e olha para a câmera com expressão contemplativa. Ela é loira, olhos azuis e tem glitter na metade esquerda do rosto.

Photo by Averie Woodard/Unsplash.com
#pracegover Uma mulher branca aparece parcialmente submersa em um líquido branco que se parece com leite, apenas com a cabeça e o ombro esquerdo para fora. Ela veste uma camiseta manga longa de cor clara, com dois tons de azul. Ela olha para a câmera com expressão contemplativa. É loira, olhos azuis e tem glitter na metade esquerda do rosto.

 

A gente não precisa mesmo disso.

Nem de maquiagem.

Nem desses cremes redutores de celulites e estrias.

Nem do maiô pra esconder a barriga na praia.

Nem fingir que não gosta de praia porque o que sente é vergonha das estrias espalhadas pelo corpo.

Nem ter crises de alergia e dor causadas pela depilação. Pêlos não são nojentos, eles fazem parte do nosso corpo. É algo natural.

Também não precisa correr em busca de um corpo perfeito pro verão porque o corpo que temos já é ótimo!

A gente não precisa de rímel, batom e blush pra tirar uma foto ou sair de casa.

Não precisa ficar com “carinha de saúde” deixando a bochecha rosada artificialmente.

Nem fazer a sobrancelha pra “desenhar o rosto”.

Sim, tem quem goste de tudo isso. Eu gosto muito de maquiagem, inclusive.

E ok, eu acredito que o “gostar” também é algo construído socialmente, mas isso é assunto pra outro post.

A questão é: não precisamos dessas coisas todas pra ser quem somos.

Repete comigo: a gente não precisa disso.

Eu não me sinto mais culpada por não ter paciência de usar maquiagem todos os dias, nem me sinto mal quando tiro uma selfie e a foto evidencia as minha olheiras de final de semestre, ou que meu rosto tem espinhas.

Você é maravilhosa exatamente do jeito que é! E eu não estou falando “linda”, porque o que eu estou querendo dizer é, justamente, que o padrão de beleza não importa. O “ser linda” é muito relativo, e também muito menos importante agora, porque, acredita em mim: VOCÊ É MARAVILHOSA! E forte! E só por conseguir se aceitar todo dia um pouquinho mais, você é incrível! Ou mesmo se não conseguir se aceitar ainda… tudo bem, você tá tentando.

Porque não é fácil viver numa sociedade gordofóbica, machista, racista, homo/transfóbica e elitista. É difícil e dolorido demais aceitar e entender que não precisamos de um monte de coisas quando a sociedade diz o contrário. É complicado aprender que não precisamos ser magras com a pele sem imperfeições e rosto simétrico, quando aprendemos durante toda a vida que bonito mesmo é ser loirinha de cabelo liso e olho claro, pele bronzeada mas ainda branca, cinturinha fina e manequim 36. Dói e é difícil pra caramba desconstruir esses padrões, mas também é libertador. Porque a verdade é que, pra esse mundo cheio de preconceitos e ideais inalcançáveis, nunca seremos boas o suficiente.

É por isso que eu digo: Migas, vocês são FANTÁSTICAS! Formidáveis, magníficas, notáveis, sensacionais e extraordinárias sendo assim, singulares. Ser mulher nessa sociedade que a gente vive já é revolucionário por si só. Vocês são incríveis.

Eu não sou o meu cabelo

Em 15.08.2016   Arquivado em Cabelos, Pessoal e blá blá blá, Textos

cabelinho

Eu não sou o meu cabelo.
Apesar dele dizer muito sobre quem eu sou, eu não sou só o meu cabelo.

Meu cabelo lilás poderia dizer muito sobre a minha cor preferida, ou sobre como eu aprendi a abstrair completamente dos olhares das pessoas na rua. Diariamente ele me forçava a me importar menos com o que pensavam de mim, porque todos os dias uma pessoa desconhecida dispararia em minha direção um olhar de julgamento.

Meu cabelo curto pode dizer muito a respeito do meu completo desapego dos fios que crescem na minha cabeça, e ele diariamente me faz tentar desconstruir padrões de gênero ou pressões estéticas: “cabelo assim curtinho é cabelo de menina?”. É. Cabelo de menina é como ela quiser. Roupa de menina é o que ela quiser usar. Corpo perfeito é exatamente o corpo que você tem agora: aquele que cumpre perfeitamente a função de ser a sua casa enquanto seu coração estiver batendo. E também não tem problema nenhum se você quiser decorar a sua casa da forma que achar melhor.

Julgamentos precipitados ou preconceituosos acontecem o tempo todo com qualquer coisa que fuja do que é considerado “socialmente aceitável”. Tatuagens, cortes de cabelo diferentes, roupas que fogem do padrão, alargadores e piercings… Eles dizem muito a respeito do que você é, do que gosta, mas eles por si sós não te definem.

Porque desisti do cabelo colorido? Acho que foi um misto de desapego e cansaço… Lógico, um cabelo colorido gera gastos, exige cuidados e uma rotina que a longo prazo pode se tornar bastante cansativa, então por muito tempo eu pensei que esse tinha sido o único motivo que me fez voltar ao cabelo natural, mas não. Eu percebi que a principal razão foi um processo de desapego que tem se manifestado aos poucos.

A nossa essência raramente muda. Usamos de artifícios para externalizar o que sentimos e demonstrar o que somos ou queremos ser, mas se você tirar toda a maquiagem, cor ou comprimento de cabelo, roupas descoladas, tatuagens, piercings, as coisas materiais que você possui, o que sobra? Você. Só você. Você continua sendo você, não importando o que carrega no corpo ou no bolso.

Se um dia eu vou voltar a dar cor aos meus cabelinhos? Sim, provavelmente, mas agora eu acho que estou num processo de me aceitar com menos artifícios e mais essência descomplicada.

Acho que a vida, em geral, é bem simples… a gente é que complica.

“Seja menos curioso sobre as pessoas e mais curioso sobre as ideias.” (Marie Curie)

Antes feito do que perfeito

Em 21.07.2016   Arquivado em Pessoal e blá blá blá, Textos
Photo credit: adoephoto via VisualHunt.com / CC BY-NC-ND

Photo credit: adoephoto via VisualHunt.com / CC BY-NC-ND

Olá, pessoas!

Eu já falei milhares de vezes aqui que tenho dificuldade de colocar as coisas em prática, né? Queria aproveitar as férias curtinhas de julho pra fazer umas mudanças no blog (como vocês podem ver, agora o blog chama só Maruja, apesar de eu continuar sendo marota haha), aí comecei a pirar que devia mudar o layout, aí já começou a dar preguiça de mexer em todo o código e no fim eu vi que isso ia se tornar uma gigantesca bola de neve e resolvi continuar com o layout atual mesmo, fazendo só algumas modificações.

Aí esses dias eu li um texto que me deu um estalo: Eu planejo demais e e por isso não faço nada! Isso tem que mudar! Então agora estou tentando deixar de ser louca e adotar a filosofia do “Feito é melhor que perfeito” e ir fazendo as coisas do jeito que dá e que eu consigo. Eu fico meio frustrada com isso? Sim, com certeza, mas acho que a gente tem que começar de algum lugar, né?

É isso. Só queria compartilhar que aos poucos as mudanças vão acontecer. Por enquanto mudei o título, mais tarde o domínio vai mudar também, pra maruja.blog.br, e uma novidade é: de tanto algumas pessoinhas amadas pedirem, resolvi tentar gravar um vídeo o/ Me aguardem…

Perdoa minha falta de talento pra ser blogueira e não desiste de mim <3

Um beijão, e obrigada pela paciência

Música de calmaria para tempos de caos

Em 15.05.2016   Arquivado em Dicas, Música e Livros

Eu sei que eu sempre prometo voltar a postar e ser uma blogueira de verdade, mas eu não consigo. Então, gente, perdoa essa minha falta de foco e organização e não desiste de mim, tá?<3

Mas agora vamos falar de coisa boa! Vamos falar da nova tekpix de música! Resolvi passar aqui para compartilhar algumas bandinhas que tenho ouvido ultimamente, músicas que ouço nos dias mais corridos, quando preciso desacelerar a mente e abstrair um pouco. Bandas como Daughter, Of Monster and Man, Yael Naim, The XX e outros…

Vocês vão notar que tem muito mais indie-folk-pseudo-eletronico-sei-la do que ~róquemrôu~ porque eu sou bem de fases mesmo… e relativamente eclética também rs

Resolvi criar um playlist no spotify, aliás, quem quiser me seguir lá, meu perfil é o ketrynalves :) Assim, caso você goste das músicas que escolhi e precise dessa vibe tranquilinha nesses tempos loucos que temos vivido ultimamente, é só seguir <3

Aqui a playlist:

Espero que tenham gostado <3

Beijão!

Cérebro de Pipoca: Resumão de janeiro a março

Em 05.04.2016   Arquivado em Cérebro de Pipoca, Youtube

Oi, pessoal!  Tudo bem?

Nesse tempo sem muitas ideias de como voltar definitivamente para a blogosfera e do que postar aqui no Maruja, as atualizações foram mais frequentes lá no Cérebro de Pipoca, meu canal com um amigo de muuuito tempo. Futuramente ainda pretendo fazer um canal aqui pro blog, talvez falando do básico de edição de vídeo em premiere para quem tem vlog, falando um pouco de como é trabalhar com edição de vídeo, ou do meu curso de Design/Animação na UFSC. E enquanto o Maruja não vira audiovisual, vocês podem aproveitar para rir da minha carinha de concha lá no Cérebro de Pipoca mesmo.

Bom, como a proposta do CdP, inicialmente, é de postagens semanais e eu ainda não consegui manter um ritmo de postagem aqui no meu bloguinho, achei melhor deixar acumular vários vídeos do canal para depois falar deles. Isso porque o Maruja Marota e o Cérebro de Pipoca são projetos relativamente diferentes e eu não queria floodar o Maruja só com postagens sobre o Cérebro de Pipoca. Não sei se me fiz entender, mas espero que sim.

CHEGA DE ENROLAÇÃO, MENINA KETRYN! Bora lá ver o que eu e Marccelo andamos aprontando nos ultimos tempos?

Janeiro

Janeiro foi o  mês em que resolvemos começar a levar o CdP a sério mesmo, quando postamos nosso segundo vídeo, depois de um intervalo de quase quatro meses desde o lançamento do primeiro vídeo do canal (que é o “11 anos de amizade, agulhas dançantes e portas de vidro” aka TAG do melhor amigo).

Esse segundo vídeo foi o “Daltonismo, encontrar Jesus e Fotofobia“. Eu falei dele aqui no blog inclusive, e nesse video falamos do daltonismo do Marccelo, explicando qual o tipo de daltonismo dele e contando algumas histórias curiosas que ele já viveu por ter essa limitação na visão.

Fevereiro

Fevereiro foi o mês mais ativo do Cérebro de Pipoca até agora. Falamos das “ameaças” sem sentido que adultos fazem na nossa infância (“se apontar pra lua nasce uma verruga no seu dedo” e etc), demos 5 dicas marotas pra ninguém agir que nem um babaca no carnaval (e nisso estamos falando principalmente de homens, brancos, héteros, cisgêneros que se acham donos dos corpos das mulheres), fomos saudosistas falando da internet dos anos 2000 e perdemos a vergonha lançando nosso primeiro desafio (em que eu aprendi a falar a lingua do Chewbacca rs).

Março

O Mês de março  acabou sendo meio parado por dois motivos: primeiro porque eu fui viajar para Porto Alegre em fevereiro e só voltei na metade de março (então, sim, alguns dos vídeos de fevereiro foram gravados antes da viagem), e segundo porque as minhas aulas voltaram e aí os horários meus e do Marccelo começaram a ficar complicados. O único vídeo que postamos em março, e que é o mais recente até agora, foi um desafio na vibe Passa ou Repassa com os meninos do canal Eu Estou Entediado, aqui de Florianópolis também.

Bom, é isso. Acho que a maioria das pessoas que acompanha o Maruja acaba não acompanhando muito o Cérebro de Pipoca, até por ser outra proposta, e por isso resolvi fazer só um resumão mesmo. 😉

Vocês tem algum canal no youtube também? O que acharam dos nossos vídeos?
Beijo

Amor romântico mata mulheres

Em 07.03.2016   Arquivado em Textos

Sim, é isso mesmo que você leu. O ideal romântico de amor mata, todos os dias, milhares de mulheres.

Encontrei um texto falando da relação da violência de gênero e o amor romântico e resolvi falar disso aqui no blog.

Eu não sei de quem é essa imagem. Se você souber, por favor, me avise nos comentários para eu poder dar os devidos créditos <3

Eu não sei de quem é essa imagem. Se você souber, por favor, me avise nos comentários para eu poder dar os devidos créditos <3

Amanhã é Dia Internacional na Mulher e, desde que me reconheci como feminista, este dia se tornou muito mais pesado e dolorido do que era quando aprendi seu significado. O Dia Internacional da Mulher marca o dia em que mulheres foram mortas por lutar por salários mais dignos dezenas de anos atrás, e nos dias atuais me lembra também de todas as mulheres que foram mortas pelos próprios parceiros, de todas as mulheres que sofrem em relacionamentos abusivos em nome do “amor”.

O amor romântico é ensinado às mulheres desde o momento em que nascem, seja com a espera pelo príncipe encantado, com a falácia do amor eterno ou com a ideia de que é normal sofrer “por amor”. É esse ideal romântico que nos faz naturalizar violência de gênero, achar ciúme algo saudável, confundir posse com cuidado.

O amor romântico nos ensina naturalizar abuso, porque nos diz que é ok sofrer, ser machucada e humilhada se for pelo “amor verdadeiro”. O amor romântico nos ensina a naturalizar pedofilia porque “amor não tem idade”. O amor romântico nos incentiva a permanecer em relacionamentos nocivos, porque só existe UM amor verdadeiro. O amor romântico nos ensina que existe um príncipe encantado, e que se você o encontra deve permanecer com ele para sempre mesmo que ele se mostre um monstro, porque ele é o “amor da sua vida”. O amor romântico nos diz que é impossível ser feliz sozinha e que ciúme é sinônimo de amor e cuidado. Mas não é.

Ciúme não é cuidado, é sentimento de posse. Pessoas não são coisas, você não pode ter alguém pra si, pode apenas estar com alguém.

É possível ser feliz sozinha SIM, até porque, o único amor verdadeiro é o amor próprio. O romantismo no ensina que precisamos de alguém para sermos completos, mas é mentira. Você não é alguém pela metade! Você é uma pessoa completa e ter alguém do seu lado pode, sim, te trazer alegrias, mas você é completamente capaz de ser feliz na solidão.

O amor romântico incentiva mulheres a atropelarem seu amor próprio enquanto o parceiro abusador pisa na sua auto-estima, mas, acreditem em mim: isso não é amor.

O ideal romântico te encoraja a permanecer do lado de uma pessoa que não te respeita, que mente pra você, que muitas vezes te agride fisicamente, que te trata como lixo. O amor romântico, que é ensinado cansativamente a todas as mulheres, faz com que elas tenham esperança de que a pessoa que as agride vá mudar, porque só existe um amor verdadeiro. Acontece que isso não é verdade! Existem bilhões de seres humanos na face da Terra, é impossível que exista apenas uma pessoa capaz de te fazer feliz em todo o univerno.
O Dia Internacional da Mulher me faz lembrar dos relacionamentos abusivos que já tive, e também me lembra o quanto comportamentos abusivos são recorrentes em relacionamentos amorosos. Mas a gente precisa mudar isso!

E, como fala o texto que mencionei no começo desse post:

“Temos que aprender a romper com os mitos, a nos livrar de imposições de gênero, a dialogar, a desfrutar das pessoas que nos acompanham pelo caminho, a nos unir e nos separar com liberdade, a tratarmos com respeito e ternura, a assimilar as perdas, a construir relações bonitas. Temos que romper com os ciclos de dor que herdamos e reproduzimos inconscientemente, e temos que libertar as mulheres (…) do peso das hierarquias, da tirania dos papéis e da violência. “
Por um mundo com mais amor, menos romantismo e menos naturalização de violência.
Não vou desejar um feliz Dia Internacional da Mulher, porque não é um dia feliz, mas que continue sendo um dia de luta! Força!
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Cérebro de Pipoca: vida de daltônico

Em 26.01.2016   Arquivado em Cérebro de Pipoca, Dicas, Pessoal e blá blá blá, Youtube

OIE, GENTE LINDA!

Aqui estou eu, tomando vergonha nessa minha carinha, e reaparecendo depois de meses sem postar. Eu não sei o que acontece comigo, tenho probleminhas com frequência de postagem, mas quero que vocês saibam QUE ESSE ANO VAI SER DIFERENTE. Ano passado eu defini várias metas, consegui cumprir boa parte delas, mas acabei falhando miseravelmente na principal, que era postar com mais frequência.

Bom, 2016 aqui no blog está começando com quase um mês de atraso, mas antes tarde do que nunca, não é mesmo?

Eu e menino Marccelo resolvemos voltar com nosso queridinho Cérebro de Pipoca, pretendemos postar vídeos com mais frequência (porque uma vez a cada 3 meses não rola, né?) e o tema da vez foi: Daltonismo. Nesse vídeo serelepe tem: eu sendo perdida como sempre, tem as peripécias de alguém que não enxerga cores quentes, tem as tia confundindo “daltônico” com “satânico” e por aí vai HIAUHAUAI

Espero que vocês gostem <3

beijoca

semana que vem eu tô de volta <3

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